REDES PREDATÓRIAS

Em uma saída para reconhecimento e documentação das espécies ocorrentes na região, descobrimos uma rede presa no fundo da ilha Redonda.

Nesta rede, além de diversos peixes das mais variadas espécies como jaguriças e pequenos sargos-de-beiço, havia também uma tartaruga morta. Ela ficou presa pela cabeça e como ninguém apareceu para retirá-la de lá, acabou se afogando.

Este episódio triste vem se repetindo porque a ignorância, ganância e competição desleal fazem com que alguns pescadores desinformados lancem suas redes cada vez mais perto da pedra.

Recentemente, outras duas redes de espera, como esta, estavam posicionadas nas duas extremidades do canal da Laje da Cagarra. Como o mar estava "virando" e elas estavam muito próximas às pedras, não sabemos se resistiram à força do mar e, ao se desprederam de suas bóias, tornaram-se uma nova ameaça no fundo do mar.

"Fala-se de um projeto de Lei para transformar o local em um Monumento Natural, mas será que as pessoas interessadas em tal projeto realmente conhecem o assunto? Como iremos controlar e fiscalizar as ilhas se não dispomos de embarcação para tal? O maior inimigo da fauna marinha das Cagarras são os barcos de arrastão, as redes de espera com malha fina e a pesca predatória de peixes utilizando cilindro de ar comprimido ou compressor. Não seria melhor realizarmos uma campanha de conscientização?

Experiências de frequentadores, análises de pesquisadores, além de estudo detalhado das espécies que ocorrem na região, são fatores fundamentais para o desenvolvimento de um projeto nesse sentido."

(Luiz Augusto Correia de Araujo)

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